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Apôs a racionalização da força laboral
CFM está a
efectuar um recrutamento muito selectivo
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Apostamos na formação porque temos carreiras muito específicas
- Direcção de Recursos Humanos do CFM
De acordo com o Director de Recursos Humanos, Inácio Rodrigues
Júnior, os CFM reduziram a sua força de trabalho um pouco
para além daquilo que a empresa necessita hoje, pois muitos deles
já tinham ou estavam prestes a atingir a idade da reforma.
“À data de 30 de Junho de 2007 os CFM tinham um efectivo de
1653 trabalhadores mas a nossa análise, para o futuro, aponta para
a necessidade de um universo de 2800 trabalhadores”, referiu Inácio Rodrigues Júnior, assinalando que "neste momento, existe uma ligeira diferença entre aquilo que são os actuais efectivos da empresa e aquilo que são as suas perspectivas de necessidades
futuras de quadros”.
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Por causa deste cenário, os CFM estão a
efectuar um recrutamento 'muito selectivo',
que passa por uma 'análise por área,
objectivo e em função da real necessidade
de cada um dos sectores'.
Por outro lado, de acordo com o Plano de
Negócios da empresa, os desafios impõem
aos actuais trabalhadores o domínio de
novas tecnologias e de conhecimento profundo
das novas exigências tanto do mercado
como do sector. 'Naturalmente, isso
passa por uma formação', sublinhou. 'Estamos a conceber um plano de formação
a curto, médio e longo prazos. Estamos
também a desenhar uma nova estrutura
de carreiras profissionais. Tudo isto
está sendo feito no sentido de que os
trabalhadores que existem e são efectivos
passem para a nova estrutura', referiu.
A empresa analisou também a estrutura
etária dos seus trabalhadores e constatou
que dos actuais 1653 efectivos, cerca de
15% vão atingir a idade de reforma dentro
dos próximos três anos.
'Antecipadamente,
iniciámos o recrutamento de novos trabalhadores e estamos a
trabalhar na sua formação com vista a preencher as lacunas que
ao longo dos próximos anos vão surgir', explicou.
Por outro lado, de acordo com Inácio Rodrigues Júnior, há carreiras
que são muito específicas da empresa, como a área de Movimento
(controlo da circulação de comboios), a área das manobras
(controlo de vagões) e a área de tracção (maquinistas). 'Um
indivíduo pode trazer para aqui boas qualificações académicas
mas para ser um maquinista de comboio, por exemplo, precisa de
uma nova formação específica. Por isso, estamos já a formar, desde
o ano passado, cerca de 30 jovens maquinistas e vamos terminar
a primeira fase dessa formação ainda este ano', concluiu.
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